Paperless: reduzindo o papel na rotina

Paperless

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Imagem: Stocksnap

Se o minimalismo, como estilo de vida, diz respeito a viver com menos, o paperless (menos papel ou sem papel, na tradução) se trata de viver com menos papel. Quando se deseja manter um ambiente mais livre e de forma simples, o acúmulo de papel pode ser um empecilho. Livros, documentos, contas, recibos, revistas, incontáveis materiais de papelaria… Todos esses objetos podem ocupar um espaço precioso e em alguns casos correm o risco de virar tralha.

Foi o que eu notei ha algum tempo, ao observar meu quarto e perceber que o papel estava ocupando um espaço que eu não podia me dar ao luxo de dispor e que me serviria melhor para outros fins. Descobri que viver com menos papel não é difícil, só requer algumas mudanças de hábito para que o ato de consumir esse material saia do automático. Eis algumas mudanças simples que eu adotei e que podem fazer muita diferença para incorporar o paperless no dia a dia:

1. Opção por livros digitais

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Meu lema rumo ao paperless tem sido: “mais vale uma biblioteca na mão do que uma em casa juntando pó”. Eu sempre gostei de ler e por isso costumava fazer questão de comprar livros de papel e ter coleções nas prateleiras. Entretanto, percebi que no que diz respeito aos livros, eu gosto de lê-los, não faço questão de ter objeto em si, por isso tenho preferido os e-books.

A desvantagem em adquirir livros digitais no Brasil está esta nos preços, ainda altos por aqui se comparados aos dos livros físicos, e eu concordo que deveria ser mais acessível. Por outro lado, quando compro um livro digital, gosto de pensar que estou pagando pela experiência daquela leitura, ao invés de pensar que estou deixando de adquirir o objeto.

Existem inúmeras opções para quem quiser consumir e-books. Dá pra ler no tablet, celular ou computador usando serviços como os aplicativos Kindle, da Amazon ou o Play Livros do Google, optar por pdfs ou ainda adquirir um leitor de e-books, que pode ser vantajoso para quem lê muito. A Gabi, do Teoria Criativa, fez esse post bem completo sobre o Kindle,  pra quem quiser um e estiver com dúvidas.

2. Adeus, papelaria!

Nada de mil agendas, bloquinhos e cadernetas. Dá pra manter a organização do dia a dia toda no suporte digital, se for esse o seu desejo. No meu caso, com exceção de uma caderneta que carrego na bolsa, a organização do dia a dia migrou toda para o celular e tablet. O blog Vida Organizada, da Thais, meu preferido sobre organização, foi um grande aliado nesse processo.

As maiores lições que tirei nesse meio tempo foram: não ter pressa e testar diversos métodos e ferramentas de organização, até encontrar um que se adeque ao que você precisa. Existem muitas ferramentas digitais excelentes (e gratuitas!) para se organizar, basta ter paciência para descobrir o que funciona no seu dia a dia.

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Documentos e rotina na palma da mão.

 3. Documentos

O ideal é digitalizar tudo e fazer backup, que pode ser na nuvem (Google Drive e Dropbox, por exemplo) ou mesmo em um HD externo, o importante é ter todos os documentos (documentos pessoais, exames, receitas médicas, notas fiscais, contas pagas e seus respectivos recibos, etc) arquivados e sãos e salvos. Assim, ao invés de caixas e mais caixas, podemos guardar somente o necessário e nos livrar do resto. Nesse post do Vida Organizada tem um lista ótima de como armazenar documentos e por quanto tempo.

4. Papel-Tralha

Também conhecido como aquele papel que a gente guarda não se sabe porque. Material dos tempos de escola e faculdade, bloquinhos e cadernetas que nunca foram usados (e talvez nem sejam), agendas antigas, revistas velhas, recibos do dia a dia… Se olharmos com atenção a lista só cresce. Nesses casos não tem muito mistério além de descartar tudo aquilo que não tem mais serventia e que só ocupa espaço, manter os necessários e digitalizar aqueles que não precisam existir como papel.

Além disso, outras pequenas ações, como cancelar o envio de contas pelo correio e pagar pela internet, evitar imprimir arquivos desnecessários (em casa e no trabalho) ou dispensar a sua via dos pagamentos em cartão (quando for possível), também ajudam na manutenção desse sistema diário de tentar viver com menos papel.

Espero que as dicas tenham sido úteis. E não vamos esquecer um outro benefício que surge quando decidimos reduzir o consumo de papel: o planeta agradece =)

19 Comentários

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19 Comentários

  1. Olá Mary, tudo bem?
    Seu post ficou muito interessante. ♥ Há algum tempo, costumava comprar muitos livros e o espaço no meu armário ficou pequeno para eles. Quando necessário, vou seguir sua dica e adquirir e-books. E os únicos itens de papelaria que guardo comigo são alguns bloquinhos e cadernos, pois mantenho uma pequena coleção. E todo papel que considero desnecessário, descarto. Me incomodo com bagunça, rs.
    Beijos :*

    1. Sou igual vc, Gaby! Me incomodo muito com bagunça! E eu tbm tenho um tique nervoso de ter comigo coisas q não uso, coisa q fica parada sabe? No seu caso vc coleciona bloquinhos e tal, mas eu costumava ter só porque sim, e isso começou a ne incomodar de um jeito… Sobre livros digitais, muita gente tem um pouco de preconceito com eles, eu mesmo tinha! Mas hoje eu amo, a praticidade supera os pontos negativos, na minha opinião! Aconselho mesmo que vc tente!
      Beijos :**

  2. Muito boas as dicas! Acho que o que mais as pessoas tem ainda é papel tralha mesmo hahahah Eu me livro dele a cada dois meses e sempre parece que ainda tenho milhares D: hahahaha

  3. Oie, tudo bem? Acredito que precisamos realmente diminuir o uso de alguns materiais, no entanto quando penso em tantas coisinhas fofas de papelaria que tenho (bloquinho, adesivos, papéis de carta…) dá um aperto no coração haha Já tentei gostar de livros em formato digital, mas infelizmente não consegui, nada substitui o cheirinho de livro novo haha Mas gostei dessa iniciativa, posso diminuir a quantidade de impressão na faculdade, isso dará certo. Adorei o post! Beijos, Érika ^^

    1. Eu também tinha muito apego à coisas de papelaria. Continuo amando e achando lindo, mas não compro mais pra acumular, sabe? Descobri que vivo bem com uma caderneta só, ou um caderno pequeno quando cismo de escrever em papel hahaha

  4. Achei legal, tenho feito isso ultimamente e nem sabia o nome kkkk. Mas amo coisas de papelaria, porém só olho. E os papéis-tralha, tenho um certo apego com eles, é difícil mesmo haha.
    Beijos!

  5. Olha, bem interessante. Gostei. E arrisco até a dizer que não uso muito papel, tenho uma unica agenda,eu até gosto muito, e se pudesse queria ter um milhão de itens de papelaria ahuahauhauh ~exageraaaada~ e uso bastante as plataformas digitais quando preciso. O que pega mesmo são só os livros, que prefiro ter o exemplar.
    Mas vou deixar aqui meus parabens viu, o post ta sensacional e induzir as pessoas a fazerem o consumo consciente é tudo de bom!
    beijos

    1. Muito obrigada, Dani! Fico feliz que tenha gostado!
      Eu amo ler e leio muito, então me adaptei super bem aos livros digitais. Não faço questão de ter o físico na maioria das vezes, exceto quando é um livro especial ou de referência, por exemplo, que às vezes nem exemplar digital tem! Mas confesso que continuo amando itens de papelaria, mas me passo bem sem eles rsrsrs

  6. Preciso muitoooo me livrar de papéis! Confesso que é bem difícil e que tenho muita coisa, mas sonho com um escritório minimalista. Só com o básico e necessário! Ótimo post!
    Beijinhos!

    1. Eu sempre digo que organização é muito pessoal. Tem gente que não consegue mesmo migrar para plataformas digitais, e tem gente que quando usa celular e aplicativos, nem sente falta de papel etc. Não tem como forçar uma coisa que não nos atende, né?

  7. Apesar de serem ótimas dicas, acho que eu não conseguiria viver sem os livros físicos e as agendas :p tudo bem que, para um questão ambiental, é melhor, mas mesmo assim…

    De qualquer forma, adorei o post ❤️ Beijos.

    Beijos.

  8. A ideia é muito legal, mas eu não troco meu livro físico e minha agenda por nada! As vezes eu até leio livros digitais e anoto minhas coisas no PC ou celular, mas não consigo deixa o papel de lado.
    Em relação aos papéis tralhas eu realmente tenho que reduzi isso.
    Beijão

  9. Também uso muito livros digitais, são bem mais práticos para algum momento de tédio do que carregar os físicos, apesar que isso de acabar deixando tudo digital/prático e tecnológico me assuste um pouco, é questão de se acostumar ás novas possibilidades.

  10. Ai Mary, eu admito: tentei me adaptar a livros digitais e não consegui… eu preciso sentir, pegar e folhear pra sentir que realmente estou lendo, sabe? Mas ao invés de guardar os livros normalmente após ler eu repasso para alguém (menos os meus do Harry Potter, pois são sagrados kkk). Sou a rainha dos bloquinhos também, só que compro e depois tenho dó de usar…por isso eu não tenho comprado mais!

    Uma vez por ano eu faço uma super limpeza no meu armário e jogo literalmente tudo fora, além de doar metade das roupas que não uso a pelo menos 6 meses, acho que dessa maneira dá pra manter uma ordem e reduzir as bagunças do dia a dia. Sobre documentos sempre ao final do ano pego um comprovante de pagamento de tudo o que paguei durante o ano, imprimo o comprovante e jogo todos os outros comprovantes que juntei durante o ano fora, pois vira e mexe podem pedir o comprovante de pagamento e se não tivermos na mão pode complicar dependendo do que for, né?

    Beijocasss, amei o o post!

    1. Melhor coisa esse comprovante de quitação anual! Reduz muito a tralha!
      Isso de repassar os livros e fazer uma faxina de vez em quando também é muito legal, porque mantém a energia fluindo. Eu sinto que quando começo a acumular coisas demais e elas ficam ali, estagnadas, minha vida para também, Fazer uma boa limpeza é revigorante!
      Beijos!

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