Filmes para o fim semana: Wes Anderson

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Esse é o Wes Anderson, caso esbarrem nele por aí. Foto por Ernesto Ruscio, via The Talks

Wesley Wales Anderson, ou só Wes Anderson, é um cineasta estadunidense conhecido, entre outros fatores, por explorar uma estética bem particular em seus filmes.

Seu longa de maior sucesso até hoje é o premiado O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, 2014), onde estão presentes as principais marcas estéticas do diretor: a perspectiva simétrica e a paleta de cores nada óbvia, saturada, forte e, ainda assim, delicada. Em Hotel Budapeste ele não economizou cor-de rosa, roxo, azul e vermelho, da mesma forma que não deixou de lado seus conhecidos planos em grande-angulares e o uso criativo da câmera na narrativa. Cada quadro do filme parece pintado à mão, tamanho o capricho e perfeccionismo do diretor com a composição, as cores e os detalhes. É de uma fotografia irretocável.

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Hotel Budapeste: perfeição de cores e simetria.

Anderson é dono de um cinema teatral em que recria um universo muito particular e único, que busca inspiração em clássicos da literatura infanto-juvenil, nas aventuras dessa fase da vida e em sua própria experiência, dando aos seus filmes um quê de fantasia, como vemos em A vida marinha com Steve Zissou (The Life Aquatic with Steve Zissou, 2004) e em Moonrise Kingdom (2012), por exemplo.

O filme, que narra uma aventura amorosa entre duas crianças, é de uma doçura e uma sensibilidade incríveis, tanto estética quanto emocional. O aspecto retrô da história, ambientada no fim dos anos 1960, é um detalhe que adiciona ainda mais magia ao universo do diretor, tão primorosamente transmitido na tela. E quem assistiu O Demônio das Onze Horas, do Godard, vai identificar (propositais) semelhanças!

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Uma meiguice de filme e uma doçura de paleta. 

Uma outra característica interessante do trabalho de Wes Anderson é que ele não economiza no cast. Seus filmes possuem muitos personagens, sempre peculiares, e ele tem um jeito bem próprio de tornar cada um particularmente relevante para a trama, como vemos em Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums, 2001) e O Fantástico Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox, 2009), que por sinal é uma animação em stop-motion incrível, toda wesandersiniana e com Meryl Streep e um monte de gente boa no elenco.

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Ele gosta de amarelo.

Onde assistir

Netflix: Os excêntricos Tenebaum (2001), A vida marinha com Steve Zissou (2004), e O Fantástico Sr. Raposo (2009).

Google Play Filmes: O Fantástico Sr. Raposo (2009)Moonrise Kingdom (2012) e O Grande Hotel Budapeste (2014).

Telecine Play: Três é Demais (1998), A vida marinha com Steve Zissou (2004) e Viagem a Darjeeling (2007).

Vivo Play: O Grande Hotel Budapeste (2014).

Net Now:O Grande Hotel Budapeste (2014).

E vocês, já conhecem o diretor? O que acham do trabalho dele?

Bom fim de semana!

8 Comentários

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8 Comentários

  1. Já o conhecia e amo! haha
    No momento que tu vê a qualidade de fotografia e as paletas dos filmes, não tem como não gostar! Eu já vi vários dos filmes que tu citou, menos O Fantástico Sr. Raposo e meu namorado não para de me mandar ver esse filme haha
    Todos os dias quase ele fala para eu ir ver hah ;x

    Adorei o post, muito bom indicar filmes lindos assim!

    Beijos
    Foca no Glitter

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