As referências de literatura, cinema, TV e universo pop em Gilmore Girls

Gilmore Girls - Referências pop

Quem aí gosta de listas?

Uma das características mais marcantes de Gilmore Girls é a extensa lista de referências a filmes, livros, programas de TV e cultura pop em geral presentes na série, sendo praticamente impossível acompanhar e entender todas elas. Não que isso seja um problema. A meu ver só torna a série ainda mais interessante, além de instigar na gente uma vontade de conhecer um pouco mais todo aquele repertório das garotas Gilmore.

A internet está cheia de listas de bravos espectadores que decidiram compilar essas referências, e como eu nunca vi por aí um index delas todas juntas, decidi colocar aqui os links mais legais que eu encontrei para quem quiser se aprofundar nas citações de Gilmore Girls, começando pela famosa lista de leitura da Rory.

Livros

Ela também gosta do cheirinho dos livros, rs.

Rory é uma rata de biblioteca, apaixonada por leitura e amante incondicional de livros. Existem algumas variações da lista de livros da série, algumas incluem só os livros lidos pela Gilmore filha, outras incluem toda e qualquer menção feita a uma obra. Também é meio impossível rastrear os autores originais dessas listas porque a cada novo post em um blog elas podem crescer e mudar dada alguma revisão e ainda tem o problema de links que se perdem porque os blogs saem do ar etc.

De qualquer modo, a lista mais completa que encontrei até hoje possui 369 títulos (!!!) e está disponível aqui. E para quem usa o Good Reads, nesse link tem alguns grupos de discussão sobre os livros. Ainda hoje eu me pergunto como Rory assistia tanta TV e filmes, lia tanto, era a primeira aluna da turma e ainda tinha tempo pra namorar e ter alguma vida social.

Cinema e TV

De acordo com o Vulture foram mencionados 284 filmes e 186 programas de TV nas sete temporadas de Gilmore Girls. Uma grande parte dessas referências é responsabilidade de Lorelai, que lança mão delas em quase 100% das vezes em que conversa com alguém, sempre com uma piada, sarcasmo ou desabafo na ponta da língua. Uma lista dessa usuária no IMDB reuniu 303 títulos mencionados na série, e apesar de dar mais destaque aos filmes, também inclui alguns curtas e programas de TV. Outra listagem bem legal é essa, que apesar de menor tem alguns exemplos que a primeira não tem. No BuzzFeed também tem uma bem completa, essa só de filmes.

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Aparentemente, Lorelai não gostou do remake de A Feiticeira, mas não culpa a Nicole Kidman.

Cultura pop e música

A quantidade de TV que as garotas Gilmore assistem foi suficiente para dar a elas muito repertório de cultura pop, por isso, além dos filmes e livros, vemos muitas referências ao mundo das celebridades na série. Talvez nem o espectador mais atento tenha conseguido mapear todas, mas esse tumblr faz um trabalho bem legal de coletar centenas de referências feitas à personalidades como Britney, Audrey Hepburn, RuPaul, Jackie Onassis e até à nossa Xuxa, gente!

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“- Eu vou participar de um clipe da Britney Spears?” Quem sabe, Rory, quem sabe…

A música também é um aspecto muito importante em Gilmore Girls, muito mencionada principalmente graças à própria Rory, que gosta muito, e à sua melhor amiga, a roqueira Lane. Infelizmente, até agora ninguém se debruçou em fazer uma compilação completa dessas referências, que são muitas, tal como fizeram com os livros da Rory. Mas para não ficar sem nada, esse site fez uma seleção extensa, que mesmo incompleta e com alguns errinhos na numeração dos episódios vale a visita!

Bônus: culinária Gilmoriana

A alimentação de Rory e Lorelai é péssima. Com exceção dos jantares de sexta-feira na casa dos Gilmore, elas só comem besteiras e não são nenhum exemplo em matéria de alimentação saudável. Mas, considerando que de vez em quando a gente pode se dar ao luxo de comer uma coisa muito gostosa mas não tão saudável, nesse link tem uma lista de 20 receitas inspiradas na série para testar, inclusive o famoso hambúrguer do Luke’s e a melhor pizza ao estilo Nova York, a preferida das meninas.

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Santa Burguer, um clássico.

O que acharam das listas, além do fato de serem todas gigantes? Eu acho que sair fuçando citações de nossas séries e filmes preferidos é uma ótima maneira de conhecer coisas nova, não é? E se ainda não assiste Gilmore Girls e tá afim, na Netflix tem todas as temporada clássicas disponíveis.

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O que Gilmore Girls me ensinou sobre beleza e estilo

Gilmore Girls - lições de beleza e estilo

Gilmores Girls é uma das minhas séries preferidas, já assisti e reassisti todas as temporadas algumas vezes, e sim, estou muito ansiosa pra fazer isso de novo agora, em alta resolução, com a estréia da série na Netflix, rs.

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Como não amar essas duas? <3

Como é comum quando nos apegamos muito a uma história, crescer com Gilmore Girls me rendeu algumas lições, principalmente no que diz respeito a relacionamentos, família e amizade. Além disso, acho curioso que eu também tenha reforçado algumas noções sobre estilo e beleza com a série, porque esse sequer é o foco principal do programa. Resumo o que Gilmore Girls me passou sobre esse assunto em três principais lições:

1. Conforto é a base

O figurino da série é bem casual, se repararem bem. O da Rory, em específico, é de uma aparência de conforto que dá vontade de abraçar. Ela é a rainha dos suéteres e tricôs, que usou muito durante a série toda, seguidos pelos jeans e camisetas. Aos poucos, foram também inserindo saias e vestidos no figurino dela com mais frequência, sem deixar de lado o aspecto absolutamente confortável de suas roupas. Foi uma evolução gostosa de ver, a prova de que conforto e estilo nasceram para ficar juntos.

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Conforto é com ela mesmo.

2. beleza vem de dentro

Não existe em Stars Hollow mulher mais sexy que Lorelai Gilmore, e com o tempo eu percebi que isso não tinha tanto a ver com as botas de cano longo e salto alto que ela adora, ou com sua beleza física deslumbrante. Tinha a ver, principalmente, com o humor e a boa conversa dela, e o fato de ela ter uma personalidade muito particular e forte, decidida e nada clichê. Isso, eu penso, é a principal origem de seus atrativos.

Rory é outra, linda de morrer e uma bonequinha. E também inteligente, bem humorada, gentil, educada… Por isso ainda mais linda! O que quero dizer é que um caráter duvidoso pode até se esconder debaixo do artifício da boa aparência, mas nunca ser modificado por ela. A personalidade das garotas Gilmore sempre foram, pra mim, o de mais bonito que elas tinham.

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Tá no olhar, certo?

3. Mudanças serão bem vindas

Mudanças podem ser assustadoras, porque mudar significa sair da nossa zona de conforto. E mudanças também podem ser temidas porque muitas vezes as associamos a perder nossa identidade. Mas depois de perder a conta de quantas vezes a Rory trocou de cabelo em Gilmore Girls (e continuou sendo a Rory) eu repensei minha visão sobre isso. e percebi que mudar pode ser um jeito maravilhoso de se renovar e de inaugurar novas etapas. Sair do costume e da ordem é um marco, e tudo bem a gente querer isso de vez em quando, se a nossa essência ainda está ali.

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Alguns dos muitos cabelinhos da Rory.

Essas foram algumas das coisas que Gilmore Girls me ajudou a notar, e ainda contando, porque quanto mais assisto, mais detalhes vou captando nas entrelinhas. E vocês, gostam da série?

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Filmes para o fim semana: Wes Anderson

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Esse é o Wes Anderson, caso esbarrem nele por aí. Foto por Ernesto Ruscio, via The Talks

Wesley Wales Anderson, ou só Wes Anderson, é um cineasta estadunidense conhecido, entre outros fatores, por explorar uma estética bem particular em seus filmes.

Seu longa de maior sucesso até hoje é o premiado O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, 2014), onde estão presentes as principais marcas estéticas do diretor: a perspectiva simétrica e a paleta de cores nada óbvia, saturada, forte e, ainda assim, delicada. Em Hotel Budapeste ele não economizou cor-de rosa, roxo, azul e vermelho, da mesma forma que não deixou de lado seus conhecidos planos em grande-angulares e o uso criativo da câmera na narrativa. Cada quadro do filme parece pintado à mão, tamanho o capricho e perfeccionismo do diretor com a composição, as cores e os detalhes. É de uma fotografia irretocável.

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Hotel Budapeste: perfeição de cores e simetria.

Anderson é dono de um cinema teatral em que recria um universo muito particular e único, que busca inspiração em clássicos da literatura infanto-juvenil, nas aventuras dessa fase da vida e em sua própria experiência, dando aos seus filmes um quê de fantasia, como vemos em A vida marinha com Steve Zissou (The Life Aquatic with Steve Zissou, 2004) e em Moonrise Kingdom (2012), por exemplo.

O filme, que narra uma aventura amorosa entre duas crianças, é de uma doçura e uma sensibilidade incríveis, tanto estética quanto emocional. O aspecto retrô da história, ambientada no fim dos anos 1960, é um detalhe que adiciona ainda mais magia ao universo do diretor, tão primorosamente transmitido na tela. E quem assistiu O Demônio das Onze Horas, do Godard, vai identificar (propositais) semelhanças!

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Uma meiguice de filme e uma doçura de paleta. 

Uma outra característica interessante do trabalho de Wes Anderson é que ele não economiza no cast. Seus filmes possuem muitos personagens, sempre peculiares, e ele tem um jeito bem próprio de tornar cada um particularmente relevante para a trama, como vemos em Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums, 2001) e O Fantástico Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox, 2009), que por sinal é uma animação em stop-motion incrível, toda wesandersiniana e com Meryl Streep e um monte de gente boa no elenco.

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Ele gosta de amarelo.

Onde assistir

Netflix: Os excêntricos Tenebaum (2001), A vida marinha com Steve Zissou (2004), e O Fantástico Sr. Raposo (2009).

Google Play Filmes: O Fantástico Sr. Raposo (2009)Moonrise Kingdom (2012) e O Grande Hotel Budapeste (2014).

Telecine Play: Três é Demais (1998), A vida marinha com Steve Zissou (2004) e Viagem a Darjeeling (2007).

Vivo Play: O Grande Hotel Budapeste (2014).

Net Now:O Grande Hotel Budapeste (2014).

E vocês, já conhecem o diretor? O que acham do trabalho dele?

Bom fim de semana!

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