Um uniforme…

uniforme-outono

Finalmente chegou o Outono e com ele as temperaturas mais amenas. Já é possível vestir uma camisa sem derreter, talvez até um suéter e uma botinha mais pro fim da tarde. É um uniforme bem prático esse: jeans skinny e suéter, camisa ou camiseta e um cardigã se aquela brisa vier. Uma jardineira também vai bem pra fazer uma graça, e uma bolsa bonita e estruturada dá o tom da arrumação. Sem sair muito da cartela dos básicos: branco, preto, cinza, índigo, caramelo, azul marinho… Um pouco de rosa bebê quartz se quiser atualizar. Bonito, prático e confortável, do jeito que eu gosto.

Combinações que inspiram: 1  | 2 | 3 | 4.

9 Comentários

Menos moda, mais estilo

Escrevi esse post depois de ler esse texto da Gabi e esse outro do blog das meninas do Oficina de Estilo (que por sinal, é de utilidade pública). Recomendo a leitura de todos.

Quem concorda que o estilo pessoal pode ser uma forma de comunicar e de transmitir nossa personalidade para o mundo, vai concordar também que é normal que haja crises quando estamos em busca de desenvolver o nosso próprio. Numa sociedade em que somos bombardeados de referências de moda e estimulados constantemente ao consumo de tendências, pode ser difícil resistir ao canto da sereia. E quando menos esperamos, estamos diante guarda-roupa cheio de peças que não tem nada a ver conosco ou que simplesmente não funcionam pra vida que temos.

crise-estilo-nothing-to-wear-phoebe
A Phoebe sabe do que eu tô falando.

Além das revistas e portais de moda, da indústria do entretenimento que vende por meio das celebridades e toda propaganda pra vender moda que já conhecemos, a gente também adora acompanhar blogueiras, encher os painéis do Pinterest de inspirações, seguir ~musas~ no Instagram… Aliás, essa é até mesmo uma saída que a gente encontra quando tá afim de fugir da voz da grande mídia, de tanta tendência, tanto “tem-que-ter” e tanta irrealidade nos padrões da propaganda e das revistas.

E eu acho que não tem nada de mal nisso, pelo contrário. Acho maravilhoso que a gente tenha a possibilidade de buscar referências por conta própria, que não fique somente a mercê dos padrões disseminados e que tenhamos autonomia para construir um repertório, que pode sim ajudar a descobrir do que gostamos e o que funciona e não funciona para cada um, e nos incentivar na hora de planejar o guarda-roupa e fazer  boas escolhas.

O problema começa quando esses sugestionamentos mais atrapalham do que ajudam, seja por conta de um momento nosso, seja por força da influência mesmo, que não é pouca; quando o blog de moda dita o novo “tem-que-ter” e o Pinterest faz a gente se sentir um trapo porque, apesar de ter a roupa igualzinha a da foto, a gente não fica igual nuncaquando receber tantas referências nos faz sentir insatisfeitas com nossas roupas e com a gente o tempo todo, nos fazendo querer comprar mais e nunca ter o que vestir, provocando um frenesi de ansiedade para estar sempre mudando, inovando, com o visual que fulana tá usando, quando na verdade estamos muito bem assim.

“Eu realmente preciso de roupas novas”. Por que será?

A verdade é que a gente pode se habituar a esse conforto e ficar até meio dependente dele, e quando não conseguimos nos encontrar no guarda-roupa que temos não entendemos de onde vem a frustração. É sintomático. E quando acontece, pode ser a hora de deixar esse mundo que tanto sugestiona um pouquinho de lado e olhar mais pra dentro. Usar a criatividade no lugar da falta da receita pronta. Dedicar tempo para fazer o que gostamos,  buscar inspiração nos nossos lugares preferidos, nos filmes que adoramos, na heroína de um livro maravilhoso, num cheirinho, numa emoção… enfim. Em qualquer coisa que nos inspire, mas inspire de verdade, que nos faça ter vontade de tentar e arriscar algo novo.

Escrevi esse post ha algum tempo e ele estava esquecido lá nos rascunhos. Hoje ele pareceu fazer muito sentido, como um lembrete para mim, e para quem mais servir, de que inspiração é diferente de buscar um padrão que não se encaixa na gente. E ás vezes, infelizmente, pode ser que gente confunda uma coisa com a outra, sem se dar conta.

O que eu sei e posso dizer é que quando a gente dá um tempo de buscar a coisa pronta, fica natural encontrar mais na mais em nós, no nosso entorno e nas características que nos tornam únicas. Isso é pra lembrar sempre.

12 Comentários

Saia midi sem salto pode sim!

E fica lindo!

Se você não é alta e magra, principalmente (mas não somente), já deve ter ouvido falar que comprimento midi é perigoso, ou que precisa ter cuidado pra usar, porque ele engorda e achata (??), e coisas do tipo. Eu já ouvi algumas vezes. E mesmo quando é liberado, geralmente vem com a ~sugestão~ do salto alto, para alongar a silhueta e ficar mais feminina e elegante. Pois eu digo que isso é bobagem.

Um pouco de reflexão e entendemos que não precisamos nos vestir com o propósito constante de parecer mais alta, magra e longilínea, só porque esse é o padrão vendido. Se você estiver feliz com o resultado que vê no espelho, não vejo razão para mudar de roupa. Por isso, principalmente, eu digo que saia midi com sapatilhas, rasteiras, tênis e o que mais der vontade pode SIM. E fica lindo:

midi-com-rasteira-vinte-e-tres 1
Delmy | Georgette | Lee Hyun Ji via Korean Model
midi-com-rasteira-vinte-e-tres 2
Maritsa | Tanesha | Steffy  
midi-com-rasteira-vinte-e-tres 3
Três moças bonitas da internet que não consegui identificar. Se alguém souber quem são, me avisa!

O que vocês acham? Gostam de comprimento midi? E sobre esse discurso implícito que induz que a gente se vista sempre para parecer sempre mais alongada? Paranoia minha achar que isso só nos faz sentir insatisfeitas com nosso corpo? Me contem o que vocês pensam do assunto.

27 Comentários