Ilustrações de capas de livros

Sempre que eu termino a leitura de um livro que gosto muito, de assistir uma série que me agrada ou um filme que mexe comigo, tenho o hábito de pesquisar mais sobre o que acabei de consumir. Quando eu leio, esse impulso costuma ser um pouco mais forte, porque assim que acabo um livro (de ficção), sinto quase uma quase tristeza por abandonar aquele universo, os lugares e os personagens que conheci ali, por isso é muito natural pra mim querer descobrir mais sobre aquela obra, o autor e outras interpretações sobre ela.

Uma das coisas que gosto muito de ver quando faço essas pesquisas são ilustrações, que além de alimento pros olhos, nos proporcionam uma maneira diferente de apreciar a história, combinando as impressões e o traços do artistas que trabalharam nelas. Eis que, recentemente, me deparei com algumas ilustrações que gostei bastante, capas de clássicos da literatura. É cada uma mais bonita que a outra. Reparem:

1) O Jardim secreto e Peter Pan, por Karl James Mountford

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Gosto muito do estilo desse ilustrador, tem algo de lúdico e de misterioso ao mesmo tempo. Dá pra ver mais trabalhos dele no site, tumblr e instagram do artista.

2) Alice no país das Maravilhas, por Andrea D’Aquino

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Andrea é uma ilustradora e designer gráfica conhecida pelos seus trabalhos surrealistas, em que ela sempre mescla várias técnicas e materiais. É a responsável por toda a ilustração dessa edição de Alice da editora Rockport Publishers. Tem mais da Andrea aqui e mais do livro neste link.

3) Orgulho e Preconceito, de Alice Pattulo

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Um de meus livros preferidos numa versão bem colorida! A ilustradora também fez outras artes da obra, estão no site dela.

4) Orgulho e Preconceito  O Jardim Secreto, por Becca Stadtlander

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Mais uma vez os dois títulos, só que agora pelo traço delicado da Becca. Tem mais trabalhos dela aqui.

5) Mogli: O Menino Lobo, por Tatiana Boyko

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A história de Mogli está em alta agora por conta do lançamento do filme, então muitos ilustradores profissionais e amadores tem se aventurado no tema. Eu adorei essa capa que a Tatiana fez porque ela é diferente de tudo que vi até agora. Ao invés de usar tanto o verde e o marrom, o mais óbvio pro tema, ela abusou das cores quentes, o que na minha opinião não o descaracterizou em nada, pelo contrário: trouxe aquele calor de floresta tropical que eu sinto quanto penso no lugar onde se passa a história.

Além do propósito que eu citei lá no início do post, essas pesquisas literárias também me ajudam a descobrir novos ilustradores e designers. Só benefícios 🙂

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O Charme dos Vitrais

Eu adoro decoração e considero minha justificativa para isso bastante banal e clichê: considero esse momento de construir o ninho, dando a ele as características que conscientemente ou não nós valorizamos, um ritual exaltação à personalidade. Acho incrível pensar que cada vez que escolhemos uma cor de parede, uma mesa ou o lugar de uma planta estamos colocando na nossa casa um pedacinho da gente de um jeito muito especial. Por isso, apesar de não ter formação na área de decoração e afins,  fico pra mais de hora pesquisando referências sobre o assunto e guardando tudo nos meus painéis no Pinterest.

Eis que, ha algum tempo, um detalhe específico de decoração tem me chamado atenção: os vitrais. É comum associarmos os vitrais à arte sacra católica e isso faz sentido, já que essas obras de arte em vidro que vemos em muitas igrejas até hoje foram popularizadas principalmente por conta das catedrais góticas na Europa Ocidental da Idade Média.

Esses primeiros vitrais, janelas de pedaços de vidro colorido que formavam desenhos de passagens bíblicas ou figuras santas, eram verdadeiras bíblias de luz e cor, que desempenhavam dois principais papéis: atrair fiéis e ensinar a eles a palavra sagrada por meios das ilustrações; e metaforicamente representar uma mediação entre o mundo terreno e o sagrado, um simbolismo da força divina contemplada nos imponentes espectros coloridos projetados quando a luz atravessava os painéis.  (Se quiser saber um pouco mais sobre  a história dos vitrais leia aqui e aqui.)

Com o tempo, a delicada arte dos vitrais migrou também para dentro das casas trazendo outros motivos e padronagens que não os religiosos, mas mantendo a característica de dar personalidade ao ambiente por meio das cores e da luz. Na verdade, quado se trata de vitral doméstico, caso seja encomendado e não herdado junto com a casa, tudo fica bem ao gosto de cada um. Por isso ele é um elemento bem democrático que pode ser incorporado em quase todo tipo de espaço, contando que tenha uma boa luz natural.

Eu, que adoro um charminho e um aconchego, acho que essas peças em vidro cumprem muito bem ambos os papéis. Olha só:

vitrais-banheiro-cores

vitrais-banheiro-simples

No banheiro: meu lugar preferido. Tem pra todo gosto.

vitrais-banheiro-transparente

Mais banheiros, mas com um detalhe: cadê a cor? Ela é elemento importante nos vitrais originais, mas os desenhos também ficam lindos no vidro incolor transparente com diferentes texturas. Olha como casou bonitinho com esse banheiro preto e branco!

vitrais-cozinhas

Na cozinha: mais vidro incolor, delicado e sutil.

vitrais-portas

Embelezando portas.

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Em outros cantinhos da casa.

Percebem o aconchego? As fotos das montagens são todas do Pinterest e apesar de não ser muito o estilo de casa que temos por aqui no Brasil acho que vale a inspiração =)

 

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